Vasos de Pimenta
ブラジル・ポルトガル語原文
Dez anos depois, a laje enche de cadeiras emprestadas. Cada uma vem de uma casa. Duas têm o nome escrito embaixo. As latas de tinta viraram vasos de pimenta. Ela afasta as maiores da beirada. Uma raiz sai por um furo no fundo. O barro cai no ralo. Eles cobrem a mesa de cavalete com uma toalha xadrez. O vento levanta uma ponta. Uma garrafa segura o canto. A caixa de som divide o benjamim com a geladeira. Quando o compressor liga, o pagode abaixa por um instante. Alguém empurra o plugue com o pé. O bolo é cortado na mesa da obra. A faca bate numa emenda da madeira. O primeiro pedaço perde a cobertura. Vai para o prato menor. Quando faltam copos, eles lavam os primeiros na pia. A água demora a subir. Chega mais gelo numa sacola de mercado. De madrugada, ele recolhe os copos descartáveis. Empilha as cadeiras junto ao vergalhão do canto. Uma cadeira manca fica separada. O pagode continua do outro lado. No lugar do segundo andar, o céu começa a clarear. Ele amarra o saco com duas voltas e desce com o lixo.