O Dia da Laje
ブラジル・ポルトガル語原文
Os primos chegam antes das sete. Um traz pá, outro carrinho. O pneu do carrinho está meio vazio. Põem a primeira carga assim mesmo. Ela coa café num coador de pano. Alinha canecas na pia. O açúcar acaba na terceira rodada. Abre outro pacote com a faca do pão. A betoneira emprestada gira no portão. Na primeira carga, a correia escapa. Dois seguram o tambor. Um encaixa a correia com uma chave. As latas sobem de mão em mão. Uma bate no degrau e perde metade. Ela joga areia sobre o concreto caído. A lata seguinte já vem cheia. Alguém grita que vem nuvem da serra. As pás entram mais depressa. O rapaz da ponta manda ir devagar. A betoneira cobre a voz. Ela sobe a escada levando água. No alto, distribui os copos. A primeira gota cai no braço. É água do balde furado. O concreto se espalha antes da chuva. No escuro, o sarrafo nivela os últimos palmos. O poste ilumina metade da laje. A sombra do sarrafo atravessa a laje. A chuva passa longe. Sobra meia lata. Ela aponta o buraco da calçada. O resto vira calçada.